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Isenção, pois claro!

A possível introdução portagens na A23 vai tornar a vida dos cidadãos do interior do país mais difícil. Uma viagem entre a Covilhã e Castelo Branco pode custar 4,5 euros. As alternativas à A23 quase não existem

7-7-2010
A introdução de portagens na A23 está a criar uma onda de revolta junto das populações do interior do País. O Primeiro-ministro, José Sócrates, que nas últimas eleições foi cabeça de lista pelo Partido Socialista pelo círculo eleitoral de Castelo Branco, não concorda com a ideia. Mas o PSD, maior partido da oposição, defende a lógica do utilizador pagador, ou seja a introdução de portagens nessas vias. Entretanto, a Comissão de utentes contra as portagens na A25, A23 e A24 já fez as contas (ver quadro) e lembra que uma viagem, num ligeiro de passageiros, entre, por exemplo Castelo Branco e a Covilhã poderá custar cerca de 4,5 euros. Já uma viagem entre Torres Novas e a Guarda (extensão da A23) custaria 16,70 euros. As Scuts são hoje um acontecimento político, onde os dois principais partidos procuram entendimento. Para José Sócrates a questão parece clara. "o Governo sempre considerou que as auto-estradas em que o PIB per capita é inferior à média nacional e em que não há alternativas, devem servir como instrumento ao desenvolvimento regional e por isso não devem ter portagem. Confundir as auto-estradas junto da área metropolitana do Porto com a que liga a Guarda, por exemplo, é pura demagogia. Não são coisas iguais".

O Primeiro-ministro lembra que "o que é injusto é manter a mesma política para essas auto-estradas. No interior do País há razões para nós pagarmos por eles como razão ao serviço do desenvolvimento. Não deve haver portagens nas auto-estradas da Beira Interior, nem em Trás-os-Montes ou no Algarve, por exemplo. Por isso, a nossa proposta é que os residentes e a actividade económica dessas regiões sejam isentos do pagamento de portagens ".

Já esta terça-feira, o Governo apresentou (...)

João Carrega
Reconquista

Deputados e autarcas contra portagens

Os presidentes da Câmara de Castelo Branco, Joaquim Morão, e do Fundão, Manuel Frexes, estão contra a introdução de portagens na A23. O mesmo sucede com os deputados socialistas Jorge Seguro e Hortense Martins. Carlos São Martinho, deputado do PSD, g

7-7-2010
No entender de Joaquim Morão, “não estão criadas condições para a introdução de portagens na A23, pois não temos alternativas e continuamos a ser uma região desfavorecida”. O autarca adianta: “se alguma coisa avançar nesse sentido, nós temos que ficar isentos. Qualquer situação que venha a ser feita, nós temos que ter uma descriminação positiva”.

João Carrega
Reconquista

J. Pedro Baltasar – Entrevista a propósito de “Jaguar”

J. Pedro Baltasar é um novo autor (lançado pela Porto Editora) que surge nas livrarias com Jaguar

7-7-2010
’Jaguar’, uma aposta duplamente arriscada, pois trata-se de um romance de aventuras (à moda antiga) e logo com mais de quinhentas páginas. Mas o autor acredita piamente na sua obra, que tem o Eldorado como protagonista, numa história que via do século XVI ao XXI. “O espaço onde vivemos hoje em dia, o planeta, é um bocado claustrofóbico, porque tudo está descoberto (…) Onde restam os pequenos espaços virgens é nos oceanos ou, então, um dos poucos paraísos terrestres que ainda hoje existe é a América Central e do Sul. Daí o facto de gostar da aventura”, explicou em entrevista ao Porta-Livros. Agora, anunciou, segue-se um thriller “um bocado gore”. Como é que lhe surgiu a ideia de escrever um romance e de ser escritor? Ser escritor vem por arrasto da vontade que sempre tive de me expressar para além do quotidiano. Sempre tive uma veia artística, sempre tive vontade expressar qualquer coisa de mim. Tive gosto pela música, tocava guitarra, entrei em peças de teatro. Depois, nos escuteiros, mais tarde, eu era um daqueles que estava sempre na linha da frente, criava peças, números, inclusive criámos uma réplica dos Heróis do Mar, que estavam na berra, e como éramos de Cacilhas, junto ao rio, criámos os Heróis do Rio, com letras adaptadas aos escuteiros.

Porta-Livros

Eduardo Lourenço apresentou o livro de Manuel da Silva Ramos

«Três vidas ao espelho», obra de um «emigrante político e sexual»

16-6-2010
Eduardo Lourenço apresentou ontem o mais recente livro de Manuel da Silva Ramos, «Três vidas ao espelho», sublinhando o carácter humano da obra que fala do contrabando na raia e da emigração. “Uma obra que vai do burlesco ao drama”, e que, “não sendo para todas as mãos”, todavia se apresenta com uma “excepcional qualidade de escrita”. Eduardo Lourenço, homem da raia e emigrante mostrou-se admirado pela forma como o livro soube captar a ambiência psicológica daquelas aldeias junto á fronteira, sentindo-se identificado com aquele livro que fala da “inevitabilidade de partir”. Manuel da Silva Ramos falou do seu percurso de vida como “emigrante político e sexual”, tentado pelas liberdades de França e do “Maio de 68” e da forma como essa vida de experiência o levou a retratar nos seus livros as “pessoas desprotegidas”.

Ka

PSD, BE e CDS-PP contestam negócio do Hotel Turismo

A alienação do Hotel de Turismo, por 3,5 milhões de euros, foi um dos assuntos que marcou a última Assembleia Municipal da Guarda, realizada na terça-feira no Marmeleiro

7-7-2010
Na oposição, o PSD e o BE foram os que mais contestaram o negócio com o Instituto de Turismo de Portugal. Os sociais-democratas consideraram o processo «muito pouco transparente», por não ter existido concurso público, enquanto que os bloquistas chegaram a propor a realização de um referendo. A venda foi aprovada com os votos do PS e também do único deputado da CDU, Aires Dinis. O social-democrata Jorge Libânio afirmou que a venda merece «uma séria reflexão», defendendo que «deveria ter havido um concurso público». «Somos da opinião que este processo é susceptível de suspeições, permitindo a interpretação de eventuais interesses ocultos», afirmou. Para o deputado, «esta situação discriminou o grupo de investidores da Guarda que demonstrou interesse na compra do imóvel».

Sandra Ivêncio
O Interior

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