Em Castelo Branco vai ter lugar um julgamento com jurados. É a primeira vez que tal acontece. Trata-se do caso em que uma jovem que foi morta à facada à porta de casa no Bairro do Valongo, em Novembro de 2009.
10-6-2010
9 de Junho de 2010 às 11:15hO Tribunal de Castelo Branco vai ser palco, provavelmente ainda este ano, de um julgamento com júri. Uma situação inédita na cidade albicastrense e que certamente irá dar visibilidade a um caso já de si mediático e que se relaciona com o assassinato de uma jovem de 28 anos, em 14 de Novembro 2009, à porta de casa, no Bairro do Valongo, em Castelo Branco.
Na altura, Carla Martins foi atacada pelo ex-namorado, um jovem da mesma idade, que alegadamente a golpeou 27 vezes, com uma faca. O indivíduo, da zona de Coimbra, depois de ser ouvido por mais de quatro horas pelo juiz do Tribunal Judicial de Castelo Branco, em primeiro interrogatório judicial, ficou a aguardar julgamento em prisão preventiva, no Estabelecimento Prisional de Elvas.
Agora, os advogados que defendem a família da jovem neste processo (João Marcelo & Associados) requereram júri para o julgamento deste caso. João Carlos Marcelo e Pedro Pires Fernandes, referem ao Reconquista que “em Portugal o júri só é facultado em processo crime com previsão de penas superiores a 8 anos e em outros casos excepcionais”.
Ora, o arguido neste caso é acusado pelo Ministério Público de homicídio qualificado e de ofensa à integridade física qualificada, incorrendo numa pena de 12 a 25 anos de prisão. Os assistentes aderem à acusação, com a diferença de que entendem que houve também um crime de homicídio na forma tentada sobre o pai da jovem que, ao socorrê-la à porta de casa, sofreu também várias facadas. Um caso como este tem logo à partida um colectivo de juízes (três magistrados) a julgá-lo. (...)
Júlio Cruz Reconquista
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