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A vida e obra de José Saramago

O escritor português José Saramago morreu, hoje, aos 87 anos, sendo considerado um dos maiores vultos da literatura lusófona, o que lhe valeria o Prémio Nobel. De raízes humildes, Saramago tornar-se-ia um dos nomes grandes da cultura portuguesa.

18-6-2010
José de Sousa Saramago, falecido hoje aos 87 anos, nasceu na aldeia de Azinhaga, concelho da Golegã, a 16 de novembro de 1922, embora esteja registado como tendo nascido a 18, mas antes de fazer três anos mudou-se para Lisboa com os pais. Foi ao inscrever-se na escola primária, na capital, que se descobriu que o funcionário do registo tinha acrescentado na sua certidão de nascimento a alcunha da família, Saramago, como sendo apelido, o que tornou o escritor no primeiro Saramago da família Meirinho Sousa. "Após fazer os estudos secundários em Lisboa, que por dificuldades financeiras não prosseguiu, José Saramago começou a trabalhar como serralheiro mecânico e exerceu ainda as profissões de desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor e tradutor, tendo colaborado também como crítico literário na revista Seara Nova e como comentador político no Diário de Lisboa (1972-73) e sido diretor do Diário de Notícias (1975)."

Membro da primeira direção da Associação Portuguesa de Escritores e presidente da assembleia geral da Sociedade Portuguesa de Autores entre 1985-1994, José Saramago, viveu, a partir de 1976, exclusivamente do seu trabalho literário, primeiro enquanto tradutor e depois enquanto autor.

O seu primeiro livro, o romance "Terra do Pecado", saiu em 1947, tendo José Saramago estado depois sem publicar até 1966, quando regressou com "Os Poemas Possíveis", a que se seguiram, já (...)

SIC

Sangue e Beleza

Manuel da Silva Ramos

18-6-2010
Talvez não nos enganemos se classificarmos Três Vidas ao Espelho como o melhor romance de Manuel da Silva Ramos, uma ambiciosa e deslumbrante narrativa sobre a vida de contrabandista das comunidades raianas da Beira Baixa e da emigração clandestina para França Miguel Real É um romance dramático, carregado de miséria e dor, escrito, porém, num estilo irónico, não raro sarcástico e, por vezes, jocoso, que, como os restantes romances do autor, aborda mordazmente a vida trágica dos excluídos de Portugal, compondo-a de sangue e beleza. Constituído por três partes, animadas por dois narradores permanentes (um português, Reis, e um espanhol, Salvat), a primeira história narra a vida aventurosa do contrabandista Manuel Brigas, personagem real, de quem é apresentado a certidão de óbito, morto por Canário, guarda espanhol de fronteira. Parte pícara que, verdadeiramente, poderia ter sido publicada como romance individual, e bom romance.

Visão

Casa das Letras lança os novos contos de Murakami

e “A Liga da Chave Dourada”, de Michael Chabon

10-6-2010
A Casa das Letras vai editar em Junho o vencedor do Prémio Pulitzer 2001, ou seja A Liga da Chave Dourada: As Espantosas Aventuras de Kavalier & Clay, de Michael Chabon, assim como uma colectânea de contos de Haruki Murakami, intitulada O Elefante Evapora-se. «O romance de Michael Chabon A Liga da Chave Dourada: As Espantosas Aventuras de Kavalier & Clay – vencedor do Prémio Pulitzer – nasceu de uma paixão antiga do autor pelos heróis destemidos e dos clássicos da banda desenhada. Agora, regressando à mina desse rico passado, Chabon convoca o espírito jovial das aventuras lendárias – desde As Mil e Uma Noites até Alexandre Dumas ou os livros das «Crónicas da Espada», de Fritz Leiber, com as histórias de Fafhrd e o Rateiro Cinzento – traz-nos um pequeno romance encantador cheio de acção, intenso suspense e uma colecção de curiosas personagens dignas dos contos mais arrebatadores de Xerazade.

Rui Azeredo
KA/Porta Livros



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