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Scuts, instrumentos políticos

OPINIÃO: João Carrega

7-7-2010
A introdução de portagens nas auto-estradas sem custos para os utilizadores (Scuts) é um tema que não é novo. Mas num contexto político em que quem governa não tem maioria, e em que quem quer governar começa a ganhar nas sondagens, o tema passou a ser discutido a nível nacional, como se a introdução cega de portagens nessas vias (muitas das quais sem qualquer tipo de alternativa) fosse a tábua de salvação da situação económica em que o país se encontra. A demagogia política tem destas coisas e numa luta entre partidos, o elo mais fraco é sempre o que mais sofre. Falamos do Interior do País, das regiões atravessadas pela A23 e em grande parte pela A25.

Duas auto-estradas localizadas em regiões com um índice de poder de compra mais baixo que a média nacional, onde para além desse dado, têm outro contra si caso as portagens nessas vias se venham a concretizar: não há, na maioria dos seus traçados, alternativas à auto-estradas. Essas vias foram construídas, em parte dos seus percursos, sobre os itinerários principais ou complementares. Significa isto que a introdução de portagens nessas vias consiste na aplicação de uma taxa de (...)

Funeral à Chuva é «..uma lufada de ar fresco»

OPINIÃO: Lauro António

1-6-2010
Surgiu no cinema português um meteoro a que vale a pena dedicar atenção. Trata-se de um filme de todo em todo invulgar. Quem iria imaginar ver surgir a produção de uma longa-metragem de ficção numa cidade como a Covilhã? A interioridade não costuma dar destas coisas, ainda que a Selecção Nacional lá esteja a estagiar com vista ao Mundial da África do Sul. Mas “Um Funeral à Chuva” é decididamente outra coisa. É claro que o facto de existir na Universidade da Covilhã, de há uns anos a esta parte, um curso de cinema deve ajudar a compreender o fenómeno, tanto mais que o realizador, Telmo Martins, é um ex-aluno dessa Universidade da Beira Interior. Mas, mesmo assim, o aparecimento deste filme é um fenómeno novo

João Morgado
Lauro antónio apresenta... (blog)

As medidas anti-crise e o interior

OPINIÃO: José Ramos Pires Manso (1)

19-5-2010
Estas medidas e outras que ainda se podem seguir eram inevitáveis face ao déficit das contas públicas de 9.4% e às pressões das entidades de Bruxelas, Fundo Monetário Internacional, etc., e sobretudo das agências de rating. Com estas medidas pretende-se combater o deficit e acalmar estas várias entidades que com os alarmes quase constantes estavam a tornar o crédito muito mais complicado para os portugueses (espanhóis e sobretudo gregos). • Ao eliminar as medidas anti-crise criadas numa tentativa para dominar a crise que nos tem vindo a afectar e que eram favoráveis às empresas e às famílias, está a afectar as empresas e pessoas de todo o país e por isso, também do interior.

Prof. Catedrático UBI/
Ka



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