OPINIÃO: João Carrega
7-7-2010
A introdução de portagens nas auto-estradas sem custos para os utilizadores (Scuts) é um tema que não é novo. Mas num contexto político em que quem governa não tem maioria, e em que quem quer governar começa a ganhar nas sondagens, o tema passou a ser discutido a nível nacional, como se a introdução cega de portagens nessas vias (muitas das quais sem qualquer tipo de alternativa) fosse a tábua de salvação da situação económica em que o país se encontra.
A demagogia política tem destas coisas e numa luta entre partidos, o elo mais fraco é sempre o que mais sofre. Falamos do Interior do País, das regiões atravessadas pela A23 e em grande parte pela A25.
Duas auto-estradas localizadas em regiões com um índice de poder de compra mais baixo que a média nacional, onde para além desse dado, têm outro contra si caso as portagens nessas vias se venham a concretizar: não há, na maioria dos seus traçados, alternativas à auto-estradas. Essas vias foram construídas, em parte dos seus percursos, sobre os itinerários principais ou complementares. Significa isto que a introdução de portagens nessas vias consiste na aplicação de uma taxa de (...)
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