O cancro da mama mata 1.550 mulheres por ano em Portugal, um número que pode baixar substancialmente quando o rastreio for alargado a todo o país.
João Carvalho, da Direcção Regional Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro, lembrou que as possibilidades de cura de um cancro da mama "são superiores a 90 por cento", desde que a detecção seja precoce e o tratamento eficiente.
O coordenador do Grupo de Patologia da Mama da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, Rui Gomes, deixou "uma chamada de atenção" ao poder político para a necessidade urgente de se alargar o rastreio do cancro da mama a todo o país.
"Em Portugal, começamos sempre muito tarde em tudo. O rastreio do cancro da mama só começou em 1990, na região Centro, estendendo-se muito tempo depois para o Norte, enquanto que no Sul ainda quase não avançou", criticou Rui Gomes.