|
30-11-2009
Castelo Branco já regista casos de gripe A, como em todo o país. Nas escolas, nos empregos, com crianças, jovens ou adultos. Nada que preocupe o delegado de Saúde, Joaquim Serrasqueiro, que de uma forma simples e directa afirma: “sim, há casos de gripe A em Castelo Branco … e depois?”. Números, não pode avançar, mas acrescenta que os casos positivos estão todos controlados e a evoluir favoravelmente.
O médico refuta o histerismo que envolve a doença, dizendo mesmo tratar-se de uma “tontice”. “Então e a gripe sazonal? Não existe todos os anos? E não vejo as pessoas a caírem nestes alarmismos”, adianta.
Pede bom senso a toda a gente, frisando que esta gripe trata-se como qualquer outra doença, ficando em casa.
“O ano passado as pessoas iam para o emprego ranhosas, com tosse e febre, este ano, parece que têm a peste… nem sequer param um bocadinho para pensar”, continua.
Joaquim Serrasqueiro diz que o único problema desta espécie de gripe é o facto de ser muito contagiosa. Daí que as pessoas não devam acorrer ao hospitais ou serviços de saúde. O remédio é mesmo ficar em casa. Ligar para a linha Saúde 24 – 808 24 24 24, para as linhas que o Governo Civil tem disponíveis para o distrito, ou para o médico de família e seguir as indicações dadas.
“Esta gripe, felizmente trata-se bem e apenas temos que nos preocupar é com as complicações, mas como fazemos com qualquer outro tipo de doença”, adianta.
Antipiréticos, anti-inflamatórios ou antibióticos, cada caso é um caso, dependendo da gravidade e da própria pessoa. A prescrição médica é feita de forma individualizada.
Joaquim Serrasqueiro diz que a articulação entre o Hospital Amato Lusitano e os Aces - Agrupamentos de Saúde, está a ser feita de forma perfeita e com dados constantemente actualizados. E reforça o pedido: “não entupam as urgências porque só estão a prejudicar outros doentes que precisam de maior atenção e mais célere atendimento”.
Quanto aos casos de morte com gripe A, é pura especulação. A gripe sazonal também mata, quando associada a outras complicações. Joaquim Serrasqueiro alerta mais uma vez para que as pessoas encarem a situação de forma natural e seguindo as indicações dos especialistas.
E parafraseando: antigamente as pessoas também tinham gripe, sim tinham, mas não era a mesma coisa. Agora existe a Gripe A e toca o alarme.
Antigamente, as pessoas também morriam, sim morriam, mas não era a mesma coisa. Agora existe a Gripe A, que serve de bode expiatório para aquilo que, noutras alturas, seria considerado natural e nem sequer merecia ser notícia.
Reconquista
|
|
|